Feeds:
Posts
Comentários

O Símbolo Perdido

O novo livro de Dan Brown é tudo aquilo que eu esperava e mais. Seguindo o mesmo estilo que é marca registrada do autor, com capítulos curtos e extremamente intrigantes, é impossível deixar o livro de lado.

A história se passa em Washington D.C. O professor e historiador Robert Langdon mais uma vez precisa solucionar um crime: o sequestro de seu amigo Peter Solomon. O thriller fala de maçonaria, símbolos ocultos, rituais secretos, ciência, arte e religião.

O Símbolo Perdido é um livro involvente, surpreendente, recheado de mistério, suspense e fatos históricos. Achei que o final se prolongou um pouco mais que o necessário, mas nada que afete a impressão geral.

E, assim como os outros dois grandes sucessos de Dan Brown (O Código da Vinci e Anjos e Demônios) a leitura é tão cativante que, enquanto você não terminar o livro, vai ser a pessoa mais anti-social do mundo. Depois não digam que eu não avisei…

 

PS – para quem gosta de símbolos, vale a pena entrar no site do livro e jogar o joguinho “Symbol Quest”. Divertidíssimo! http://www.thelostsymbol.com/main.html

vaiencararMelhoramentos

Claudia Matarazzo / consultoria de Mara Gabrilli

 

Ganhei esse livro de uma amiga querida super engajada na causa das pessoas com deficiência. Escrito por Claudia Matarazzo, especialista em etiqueta e comportamento, o livro fala de inclusão e tenta reduzir a barreira entre os dois mundos. E, como não podia deixar de ser nesse caso, a edição impressa vem com audiolivro!

Recheado de estórias de pessoas com as mais diversas deficiências, o livro ajuda a diminuir a áurea de mistério que rodeia o tema. Te faz pensar nas simples mudanças que poderiam ser feitas para integrar essas pessoas à sociedade, e em como coisas que para nós são simplíssimas (como passar numa catraca, ou ler um cardápio em um restaurante), e para outros, longe disso. Os pontos mencionados vão desde coisas básicas como a importância da vaga para deficientes em estacionamentos (que todo mundo tem obrigação de saber e respeitar) e cardápios em braile, até a integração dessas pessoas em escolas e mercado de trabalho.

O melhor do livro é o sentimento de querer fazer alguma coisa pra ajudar que desperta a cada capítulo!

No mundo todo, há uma população de 386 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Só no Brasil, são 24 milhões. E por mais que aos poucos as coisas estejam melhorando, já está mais que na hora dessas pessoas deixarem de ser invisíveis.

Termino o post com uma frase retirada do site do Movimento SuperAção:

 ”Daqui à 20 anos, o homem será capaz de viver na lua, em outros 40 anos, o homem será capaz de viver em Marte. No próximo século, poderemos cruzar os limites do sistema solar, à procura de novos mundos. Mas enquanto isso, realmente queremos ir ao supermercado, ao cinema, num restaurante. ” – Stephen Hawking – Cadeirante

45602gMemórias com sabor, aroma e intensidade. Essa seria a minha curta descrição de Relato de um Certo Oriente, de Milton Hatoum. Gosto de tentar resumir coisas em uma frase, uma palavra, uma imagem. Mas resumir ou resenhar  o primeiro deste autor nascido em Manaus com ascendentes Libaneses, é tarefa nada fácil.Para mim foi uma experiência super (ou extra) sensorial

O relato é o  de uma mulher que volta a sua cidade natal após 20 anos de ausência e ao comunicar a morte da seua mãe adotiva, reconstrói numa carta para o seu irmão que mora em Barcelona, as memórias e histórias da família. Não só as suas, mas também as de outras pessoas.

Ao descrever os fatos que de desenrolam após a sua chegada, ela os embaralha com relatos também de outros personagens. Assim, as relações e tensões familiares tecem uma teia que lhe prendem e lhe fazem viajar entre os dois lados do rio em Manaus, entre o Oriente e o Ocidente e entre o ambiente exterior e o mais íntimo dos personagens.

A narração se divide entre várias vozes e para evocar o passado, o autor usa e abusa de aromas, sabores,  gestos e detalhes. Mas não espere algo em ordem sempre cronólogica.

A memória nos prega peças e muitas vezes precisamos da ajuda de outros para relembrar o ocorrido. Esta é a mágica desse o romance.Um tapete que vai sendo tecido através de muitos olhares e outros relatos. Assim vão aparecendo o conflitos entre parentes, línguas, culturas e classes sociais.

Não se preocupe em entender ou gravar todos os nomes e histórias,saboreie os parágrafos e deixe-se embrenhar nas muitas histórias. Desta forma, você conhecerá a história de Emelie, a matriarca, centro do enredo e eixo ao redor do qual toda a família orbita. Também o alemão Dorner, o fotógrafo, amigo da família, que retrata as belezas e agonias da terra. Hindié Conceição, amiga de Emelie e companheira de velhice, sempre presente. Os seus filhos, marido e em particular o filho mais velho, único a aprender o árabe e que ironicamente, foi o que mais se afastou. Além de outros fatos marcantes e tragédias que marcaram a família e a infância da narradora.

Para completar, assista abaixo uma entrevista com o autor :

O 4o encontro

so para mulheres...Dia 20 de setembro aconteceu nosso quarto encontro. Com gosto de final de verao aproveitamos o sol em Rotterdam. Entre muitas gargalhadas e desabafos inesperados as horas voaram! Mais uma vez pudemos trocar nossas opinioes, criticas e elogios sobre os livros presentes. Mais livros entraram na roda e assim nossa lista esta enorme! Uma tentacao! Infelizmente o grupo nao estava completo, mas quem sabe daqui a quatro meses, no nosso proximo encontro? Foi tudo de bom reve-las!

Terras do sem-fim

O baiano Jorge Amado foi um  dos mais importantes romancistas brasileiro do século XX ,   escreveu este livro em 1943 quando tinha apenas 30 anos de idade.  Passado em Tabocas, futura Itabuna, cidade onde nasceu o autor,  tornando-se um marco no “ciclo do cacau”. O desbravamento das matas no sul da Bahia, perfaz esse épico que aduba a terra com sangue.  É pontuado por crimes passionais, traições, intrigas políticas, adultério e as tocais um lugar comum.

Jorge amado nos leva através do tempo, a Bahia onde os pactos se fazem com “a palavra”.   A luta pela posse da terra e a guerra feita pelos Coronéis do cacau e seus jagunços.

Acabei de ler a interessantíssima biografia de Clarice Lispector, escrita por um autor americano radicado na Holanda. É a globalização! E para não perder a deixa, postei minhas impressões lá no meu outro blog.

Pretenciosa ficção

Aproveitei as férias para ler algo do tipo leiturinha de férias: puro entretenimento. Escolhi então A cabana (The Schack), de Willian P. Young, um dos livros mais vendidos e comentados atualmente nos EUA.

Mas pra minha frustração total, o livro  não tem nada de entretenimento, e sim, um questionamento profundo sobre a espiritualidade numa cansativa narrativa de ficção.

A idéia do autor é claramente estimular sua imaginação para o fato da história ser ou não verdadeira e até para o fato dele (do personagem) mesmo existir. Digo isso porque no blog do autor, há uma discussão se ele existe ou não… loucura!

Enfim, uma versão americanizada de Paulo Coelho. Pra quem gosta do estilo, recomendadíssimo.

A história se inicia densa, com o desaparecimento e morte trágica de uma menininha. Depois, a história vai ficando mais amena à medida em que o personagem (pai da menina) começa a vivenciar experiências sobrenaturais, místicas, espirituais, fictícias – com quiserem – que o fazem questionar seus medos, dificuldades e atitudes.

O fato do autor ter estudado religião somados aos apelos para divulgação do livro nas páginas finais, me fizeram concluir que há um desejo ou projeto íntimo do autor em fundar uma religão, transformar pessoas e/ou angariar seguidores. Ele te convida a continuar a experiência do livro  no site dele em inglês, onde você poderá se comunicar com o autor, entender seu projeto e participar de um fórum.

Com exceção de algumas poucas idéias expostas, achei o livro ruim, e poderia até ser uma boa ficção do gênero se não tivesse um forte apelo de te convencer de que a história toda foi real.  Achei também a tradução para o português pobre. A linguagem simples e, ao meu ver, sem graça, foi assim escolhida para que atendesse a todos os leitores (dito pelo próprio autor) e para que despertasse o interesse em uma produção cinematográfica.

No fim do livro há um texto assinado por “um grupo de leitores” explicando o tal projeto:

“Dê o livro de presente a amigos e até mesmo a estranhos. (…)”

“Se você tem um site ou blog na internet, fale um pouco sobre o livro e como ele tocou sua vida. Não revele o enredo, mas recomende entusiasticamente que as pessoas o leiam.”

“Em reuniões e encontros, fale do livro e conte o impacto que ele causou em sua vida. Você estará prestando um grande favor aos que o escutarem.”

Achei isso tudo tão pretensiosamente cansativo que lamento informar ao “grupo de leitores” que esse livro não teve o menor impacto sobre a minha vida nem me tocou profundamente…

Coração de tinta

inkheartEsse foi um dos livros que minha irmã me deu antes de eu sair do Brasil. Veio com ótimas recomendações e a certeza de que eu ia gostar.

O livro conta a história de Meggie, filha de um encadernador de livros, e o que acontece quando ela descobre que seu pai tem o poder de trazer à vida personagens de livros. Apesar de usar uma linguagem fácil (quase infanto-juvenil), a trama vai se tornando cada vez mais involvente. Repleto de aventuras e fantasias, a autora amarrou os capítulos de modo que fica difícil deixar o livro de lado por muito tempo.

A leitura é leve e simples, mas muito cativante. Perfeito para apaixonados por histórias, que vão ficar tão encantados com a descoberta desse mundo mágico quanto Meggie. 

Em tempo: o livro virou filme (lançado no Brasil em dezembro de 2008) e traz Brendan Fraser no papel do pai.

O Canibal de Copacabana

O Canibal de Copacabana

O Canibal de Copacabana

Não o li de uma vez. Na primeira tentativa, o abri, terminei o primeiro o capítulo, mas não era o momento. Ao voltar leve de férias, olhei pra prateleira e resolvi desvendar o mistério do tal Canibal de Copacabana.

Diferentemente do que pensava, não se tratava de um thriller. Já me imaginava tentando descobrir quem seria o tal Canibal e me perdi num emaranhado de histórias que, apesar de cheias de inventidade, cabem bem na realidade do bairro e num romance noir. Aliás, Copacabana é fonte de inspiração de tantos. Seja a leve e saltitante bossa da Pricesinha do Mar ou a louraça Kátia Flávia. E o livro de Alexandre Fraga, apesar de se passar no final do anos 60, me lembra mais a louraça do Fausto Fawcett.


Histórias fantasiosas X Personagens humanos

Alexandre é advogado e agente da Polícia Federal, o que acredito contribuiu para a construção dos personagens e a dar-lhes o toque de humanidade necessária para as suas histórias tão fantasiosas. Continuar Lendo »

A música e a literatura são duas paixões antigas. O Chico Buarque é também é uma paixão antiga. Aliás, acredito que não só minha, mas nacional, internacional, inter-galática. Agora imagina achar um video com o Chico falando de literatura, música e do seu processo de criação? Não podia deixar de publicar aqui. Confiram abaixo:

E nessa de me apaixonar, recentemente cai de amores pela literatura de Milton Hatoun. Estou degustando , saboreando cada sílaba, cada pausa, cada suspiro de Relato de um Certo Oriente,- listado na página O Que Estamos Lendo. E nessa de ver o Chico, vi que o Hatoun estava na mesma mesa redonda, no Flip 2009. Confiram o Milton Hatoun lendo um trecho da sua obra e entendam o porquê da paixonite.

Continuar Lendo »

Postagens Antigas »