Um grande achado

Achados e Perdidos

Achados e Perdidos

Morei em Copacabana por mais de dois anos. Convivi com a decadente, louca e única atmosfera do bairro, que é um dos mais populosos do mundo. A Copacabana que vi tinha  muito mais a ver com a Kátia Flávia de Fausto Fawcett. Nada tinha de Princesinha.  Turistas, camelôs, prostitutas, meninos de rua e mendigos faziam  parte do cenário e conviviam com o recato do Bairro Peixoto e os seus simpáticos prédios de poucos andares.

Lembro do prédio da Galeria Menescal, que resistia imponente, ignorando a inexorável mudança do ambiente ao seu redor.   Também do contraste entre a tranquilidade do mar, ancorada pela visão espetacular do Pão de Açúcar, e o caos do trânsito da Nossa Senhora de Copacabana. Ah, como esquecer os fins de noite no Cervantes:  um dos melhores sanduíches do mundo – especialmente às 4 da manhã, quando a fome ataca e as opções são poucas.

Convivi com esse caleidoscópio de memórias durante as últimas semanas, quando tive a  oportunidade de ter em mãos o romance policial de  Luiz Alfredo Garcia-Roza, Achados e Perdidos. Ele tem o charme dos romances noir, mas ambientado num lugar onde conhecemos o nome das ruas e a realidade cotidiana é muito próxima.

O  íntegro detetive Espinosa, em companhia do grosseiro mas honesto policial aposentado Vieira, se vê envolvido numa série de crimes e eventos desconexos.  Detalhe: Vieira é  suspeitos de um dos crimes.  Intrigas, assassinatos, traições e claro, toda a verve do submundo de Copacabana está presente na obra. É instigante e daqueles livros que não desgrudam das suas mãos. Altamente recomendado para quem gosta do gênero. Fiquei curiosa para ler os outros livros do autor.

O livro foi adaptado para o cinema pelo diretor José Joffily. Antonio Fagundes viveu o delegado Vieira e Zezé Polessa e Juliana Knust, as prostitutas Magaly e Flor. Pelo que vi do trailer, o filme é mesmo apenas baseado no livro, não segue à risca a história. Assista abaixo:

Leia a sinopse na página O que Estamos Lendo.

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  1. Rita Costa & André L. Soares

    O livro me interessou. Vivi as duas Copacabanas. A Princesinha do Mar e, também, a Copacabana louca, fugidia das canções de Fausto Fawcett. Com a primeira convivi muito mais. Aliás, vivi nessa Copacabana, da qual ainda sinto falta. Vou tentar ler esse livro. Talvez o autor me faça compreender onde toda aquela beleza se perdeu.

    A vocês do blog, um grande abraço!

    André L. Soares.

  2. Bailandesa

    André,

    Obrigada pela visita e comentário. Acredito que você que viveu as duas Copacabanas, vai gostar muito do livro. Depois volta pra contar o que achou!

    Abraços.

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