Conversa sobre a fe e a ciencia

Um frei Dominicano – Frei Betto, um cientista – Marcelo Gleiser, físico brasileiro radicado nos Estados    Unidos e um mediador – Waldemar Falcão, encontram-se num hotel em Santa Teresa, Rio de Janeiro para uma conversa sobre a fé e a ciência.
Considerado ao longo dos séculos um dos assuntos que mais gera controversias e fonte de desentendimentos.
Neste bate-papo informal, num ambiente de respeito mútuo, somos convidados a participar como expectadores de dois pontos de vista diferentes, porém franco e transparente, sobre questões que muitas vezes nos parecem dissonantes.
É um livro surpreendente pela sua forma fascinante de apresentar.  Arrebatador da primeira a última página.

‘Hoje no inconsciente coletivo há um antagonismo entre ciência e religião. Isso porque se supõe que a religião é o reino do dogma, da certeza absoluta, e a ciência, o reino da dúvida, da incerteza absoluta (como fator positivo). Ora, que a ciência seja o reino da dúvida ninguém pode qujestionar; todo cientista é alguém que – para usar uma expressão da moda – quer conhecer a mente de Deus’ – FREI BETTO

″Quando você acredita num Criador que é onipotente e onipresente, para pentrar a Sua Mente, você tem que transceder sua dimensão humana.  Isso pode ser tanto através da fé, ou até mesmo da ciência, se o cientista acredita nessa metáfora que quando mais a gente entende o mundo, mais a gente entede a mente de Deus.  No fundo, ambas, a fé e a ciência, estão servindo como um veículo de transcedência da condicão humana, de ir além, de explorar uma dimensão desconhecida.″  MARCELO GLEISER

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  1. malkac

    Norma, eu já li muita coisa do Frei Betto. Ele tem varios textos interessantes. Agora fiquei curiosa com esse livro! Vou entrar na fila para o próximo encontro.

  2. Juliette

    O livro deve ser bem interessante. Lembro do Marcelo Gleiser anos atras em um quadro do Fantastico que se chamava “Poeira nas Estrelas”.

  3. Joana M. Eleutério

    Eu fiquei um pouco decepcionada com esse livro. Com toda a propaganda que vi antes de comprá-lo e depois de fazer a sua leitura, ficou-me a sensação de que ele prometeu muito, mas entregou bem menos. Por vezes, pareceu-me até mesmo um pouco superficial. O que é realmente uma pena, considerando o possível contraponto entre duas cabeças entre expoentes de suas respectivas áreas.

    Contudo , há momentos bem bonitos também. Arrisco a dizer que o problema maior do livro é mérito do mediador do pretendido diálogo entre as duas celebridades: Gleiser e Frei Betto. O mediador teve uma postura bastante semelhante aos “josoares da vida”. Enfatizo que nenhum dos dois precisava de mais um livro. Ainda mais de um “livro que não vale o quanto pesa.”.

    Da metade pra frente cheguei a cogitar a possibilidade de interromper a leitura. Fui até o fim. A valentia valeu a pena porque no final, principalmente na última fala do frei Betto, há um recado lindo e muito interessante:

    “Assim como Agostinho se inspirou em Platão, e Tomás de Aquino em Aristóteles, a nova teologia deve levar a sério os avanços recentes da filosofia e da ciência, nos passos do que fizeram Kepler, Kelvin, Ampère e Maxwell. Só nessa direção, fé e ciência deixarão de ser encaradas como antagônicas recorrentes, adversárias ou inimigas, para serem entendidas como duas dimensões de nosso processo de conhecimento, o racional e o suprarracional, o empírico e o espiritual, que se articulam em nossa inteligência e nos propiciam a possibilidade de sermos mais humanos, divinamente humanos.”

    Dessa maneira, você vai encontrar outros bons momentos no livro.

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