Marcado: Literatura Brasileira

Se eu fechar os olhos agora

Não vou contar a história do livro. Isso, o próprio autor pode fazer no video abaixo:
Edney Silvestre, jornalista bem-sucedido e conhecido do público brasileiro, lançou o seu primeiro romance no ano passado. Esse romance passou 20 anos rondando a sua cabeça. Ele não conseguia encontrar a justa forma ou voz para contar a história. Até que a seguinte frase surgiu “Se eu fechar os olhos agora, ainda posso sentir o sangue dela grudado nos meus dedos”. A partir daí, o romance deslanchou.
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Um grande achado

Achados e Perdidos

Achados e Perdidos

Morei em Copacabana por mais de dois anos. Convivi com a decadente, louca e única atmosfera do bairro, que é um dos mais populosos do mundo. A Copacabana que vi tinha  muito mais a ver com a Kátia Flávia de Fausto Fawcett. Nada tinha de Princesinha.  Turistas, camelôs, prostitutas, meninos de rua e mendigos faziam  parte do cenário e conviviam com o recato do Bairro Peixoto e os seus simpáticos prédios de poucos andares.

Lembro do prédio da Galeria Menescal, que resistia imponente, ignorando a inexorável mudança do ambiente ao seu redor.   Também do contraste entre a tranquilidade do mar, ancorada pela visão espetacular do Pão de Açúcar, e o caos do trânsito da Nossa Senhora de Copacabana. Ah, como esquecer os fins de noite no Cervantes:  um dos melhores sanduíches do mundo – especialmente às 4 da manhã, quando a fome ataca e as opções são poucas.

Convivi com esse caleidoscópio de memórias durante as últimas semanas, quando tive a  oportunidade de ter em mãos o romance policial de  Luiz Alfredo Garcia-Roza, Achados e Perdidos. Ele tem o charme dos romances noir, mas ambientado num lugar onde conhecemos o nome das ruas e a realidade cotidiana é muito próxima.

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